Alianças

O impulso evolutivo nos desafios constantes...

Alianças

O plano tridimensional, ou seja, o físico, é o lugar onde as forças universais opostas se expressam em seu grau máximo. Onde o embate entre as polaridades ocorre mais intensamente.

Os habitantes da Terra, aqui no futuro, são afeitos às coisas do bem e à harmonia e felicidade consequentemente conciliadas. Mas a unipolarização radical não é desejada, pois a dualidade, que forma a base da expressão do nosso universo, é comprometida. Quanto mais acentuada a polarização de um ser, mais próximo ele se aproxima da não expressão. A luz não consegue ser algo sem a escuridão; por isso os dois são igualmente importantes. Assim é o bem e todos os outros atributos, que não são 'nada' sem os seus opostos.

Nossa civilização terrena é bondosa e altruísta, mas necessita do contato com a ação, com os componentes da oposição, para que se consiga sentido existencial, caso contrário, a estagnação evolutiva se instala. Um mundo de seres plenos de excelsitude e bondade não é nada, se se mantiver isolado, em seu universo fechado e unipolarizado.

Mas como evitar essa unipolarização radical? Como ser extremamente bondoso, altruísta, pacífico e estóico, sem se aproximar da inexpressão, da estagnação?

A resposta para essas perguntas se resume na conciliação, da qual resultam-se dois nobílissimos sentimentos, que identificam a razão existencial: a compaixão e o amor.

A terceira dimensão, na qual se encontram muitos habitantes terráqueos, mesmo aqui no futuro, é repleta de civilizações, tecnologicamente tão ou mais avançadas do que a nossa, porém de índole agressiva, materialista, territorialista e expansionista, e que não exitariam em nos destruir. Isso já teria acontecido, se não fosse por duas ações dos terráqueos: o desenvolvimento de sofisticados aparatos de defesa e, principalmente, a formação de alianças com todas as civilizações de linha evolutiva semelhantes à nossa.

Nunca precisamos usar esses aparatos bélicos, uma vez que os possíveis agressores temem as consequências, mas se necessário nos defenderemos e ajudaremos os nossos amigos a se defenderem. Conteremos, sempre que nos for possível, qualquer agressão dos velhos adeptos da matéria da galáxia, contra as civilizações mais jovens, que tanto ainda tem a aprender e oferecer ao nosso cosmo.

Muitos orbes, habitados por culturas mais jovens, encontram-se a mercê da influência desses seres da matéria. Para protegê-los, contamos com um departamento estatal, especialmente criado para enviar nossos cidadãos a esses mundos, a fim de influenciá-los positivamente, antes que os malignos o façam.

Nossos enviados se infiltram anonimamente nos governos e na mídia desses planetas, respeitando-lhes o livre arbítrio, ensinando-lhes todos os bons costumes que nos legaram tanto bem estar, aqui na Terra. Quando as civilizações materialistas lá chegam, fica difícil para elas conseguir influenciar uma população sem vícios, já doutrinada e adepta da linha positiva.

Fazemos isso, exercitando a compaixão e amor ao próximo, porquanto já fomos vítimas de tais influências no passado e não desejamos que ninguém passe pela mesma situação. Trazemos essas populações de irmãos mais novos para o lado vencedor que, indubitavelmente é o do bem. Dissipamos-lhes qualquer dúvida a esse respeito; ensinamos-lhes que é melhor abraçar e ser abraçado do que esmurrar e ser também esmurrado; é melhor ajudar e ser ajudado do que somente observar e ser ignorado na necessidade; é melhor a confiança, a amizade, a sinceridade, a paz e a segurança, que são substantivos estritamente ligados ao bem.

Todos os nossos compatriotas são alistados para essa tarefa, o que nos exila temporariamente da feliz Terra e nos faz mergulhar nos charcos insalubres dos atributos degradantes, próprios dos afeitos somente às coisas da matéria.

Dessa forma, continuamos a progredir na senda, sem nos submeter ao isolamento, evitando a unipolarização excessiva, bem como o egoísmo, o comodismo e a estagnação que disso advém.