O Silêncio da Alma

É necessário se ter o controle dos pensamentos

O terráqueo se acostumou a deixar seu corpo mental em contínua atividade, nunca lhe dando trégua ou descanso. Um pensamento segue ao outro, numa linha contínua e interminável.

Na sua quase totalidade, são pensamentos banais, de preocupação com as necessidades diárias, com o labor, com a sobrevivência, com impostos a serem pagos, proventos a serem recebidos, etc.

Há também os que dedicam parte de seu tempo a pensamentos de ordem espiritual, a projetos altruísticos e de ascensão.

O que o frater tem que saber é que a mente é útil, mas também é uma armadilha uma vez que, de certa forma, oblitera os corpos de densidades superiores, a intuição e o coração. A mente é um meio, um instrumento, e não um fim.

A intuição, ligada ao chacra coronário, e o amor desinteressado, ligado ao chacra cardíaco, dependem mais da vontade, da percepção interna da unidade, do que de uma ilação intelectual.

O frater da Conscendo deve aprender a silenciar seus pensamentos, a paralisar a mente, para poder perceber a voz das densidades mais sutis do cosmo.

Aquele que não é treinado no bloqueio do pensamento, está fadado a ser engalfinhado pela armadilha de sua mente, depois do desvencilhamento dos laços físicos da terceira densidade.

Nossos conscidadãos da Conscendo tem consciência de que após algum tempo da saída da matrix 3D, nos situamos em uma nova matrix mais sutil, mais ligada à Fonte, na qual nossos pensamentos se tornam realidade, instantaneamente.

O mundo que vamos adentrar, após o decesso, depende de vários fatores, como crenças religiosas anteriores, valores sociais, sentimentos de culpa, justificáveis ou não, e, principalmente pela nossa idéia do que nos espera no "pós-vida". Se acharmos que iremos para uma cidade astral, a fim de trabalharmos infindavelmente em favor do próximo, lá estaremos, se idelizarmos um pós-desenlace em um céu repleto de anjos arpistas, isto se tornará "real" e assim por diante.

Temos que assimilar que tudo isso não passa de uma armadilha da mente mal treinada. Uma cilada, criada por nós mesmos, e que nos trancafiará em um mundo de sonhos, um universo fechado, formado pelos nossos pensamentos e desejos.

Para elucidar um pouco mais o problema, vamos citar o exemplo de uma senhora de índole bondosa, uma cristã fervorosa, que lia a bíblia diariamente. Após o desenlace carnal, ela criou um mundo na qual ela era uma discípula direta de Jesus, seguindo-o ininterruptamente e ouvindo seus ensinamentos com a maior das atenções. É claro que tudo não passava de uma ilusão, mas era tido como real pela devotada mulher. Assim ela passou todos os seus anos pós-morte, até a roda de Samsara introduzí-la novamente na 3D. Não foi de todo perdido os seus anos de descanso, naquela onírica fantasia, pois ela se sentiu, em todos aqueles momentos, o mais feliz que podia, seguindo seu Mestre. Porém não passou de um descanso, que pouco serviu para expandir-lhe a consciência, pelo contrário, pode tê-la tornado mais fanática ainda para a próxima jornada terrena. Entretanto, o frater da Conscendo tem que ir além, originando seus próprios universos, mantendo a capacidade de distinguir o que é sua criação e o que é criação de outrem, preservando a capacidade de silenciar a mente, para perscrutar o universo real que o cerca. Nesse universo real poderá visitar mundos idílicos inimagináveis, contatar fratres mais sapientes, consultar os registros akhasicos, enfim, expandir ilimitadamente sua consciência.

Temos o direito de descansar entre uma e outra incursão matricial mais densa, mas temos que fazê-lo conscientemente, distinguindo o que são nossas criações e as que não o são, caso contrário, mergulharemos em um sonho delirante auto-gerado, numa prisão construída por nossas próprias fantasias.

Podemos utilizar nosso poder criador e edificar um universo maravilhoso de sonhos, mas que isso seja feito de maneira consciente.

Para que possamos ter ciência do restante do universo real, existente na existência pós-carnal, e de seus habitantes reais, temos que nos abster de nossos próprios pensamentos e desejos, só aí poderemos ser "onipontentes" nesse meio, captando as criações dos outros fragmentos da Fonte, de outras mônadas, e podendo contatar os também já libertos, trocando informações valiosas e vivenciando novas experiências com amigos e seus universos idílicos, que nos ajudarão muitíssimo na expansão consciencial.

A via mais adequada para se treinar o bloqueio mental voluntário e o da meditação.

Sinceros desejos de Ascensão
Conscendo Sodalitas