Suicídio - Nunca

A insensatez de querer resolver problemas, criando um maior


Saudações aos fráteres e sórores da Conscendo,

Encontramo-nos em mundo em transição, onde o mal ainda se impõe fortemente, em um terreno onde a "Guerra Chave" pelo planeta é travada.

No atual momento, a população gaiana encontra-se formada por grande número de sementes estelares, os ditos índigos, cristais e outros. Tratam-se de almas sensíveis, empáticas, que aqui se encontram temporariamente, no intuito de elevar o nível vibracional, como também a de despertar o maior número de indivíduos nativos.

São almas provindas de mundos formados por civilizações avançadas, sem tantos conflitos e intempéries, portanto, não acostumadas com o difícil ambiente terreno. Não se adaptam bem à sociedade gaiana e sofrem bastante, por solidão, incompreensão, falta de reciprocidade, etc. Em algumas situações de insuportável stress, podem surgir idéias de um escape mais rápido da matrix, por meio do suicídio; um erro crasso.

Primeiramente, quem em sã consciência pensa que seria melhor, para aquele que se encontra em um caldeirão de água em ebulição, se mudar para outro com óleo fervente?

Expliquemos: as dores maiores, que levam a pessoa a pensar no suicídio, são de ordem psicológica, justificáveis em um meio tão inóspito quanto o atual, e tal sofrimento é anímico, de ordem pessoal, inafeito à fatores externos, e que a pessoa carrega consigo, mesmo após se livrar da matrix 3D. Portanto, além de não acabar, ou mesmo minimizar, seus padecimentos, incrementa-os ainda mais, à custa de diversos motivos, que exporemos a seguir.

Já explicamos que o karma (ou pecado) das proposições religiosas, como consequência de uma punição de agentes externos, inexiste. Ele nada mais é do que a culpa incutida por nós mesmos, por atos que consideramos antiéticos. Acontece que quando abreviamos a nossa jornada no 3D por meio do suicídio, criamos culpa principalmente por dois motivos; o primeiro deles é que causamos danos à terceiros, principalmente aos familiares, seja pela falta de assistência material ou, maiormente, pela ausência do suporte moral, que é dever quando nos oferecemos para fazer parte de um grupo doméstico, previamente à encarnação, e isso carregará o suicida de culpas que o atormentarão muitissimamente; o segundo motivo é que antes de nos fazermos presentes, aqui no 3D, fizemos um compromisso, conosco mesmos, de cumprir certas tarefas, com objetivos claros, em um determinado período, e a interrupção desse planeamento, sem a sua conclusão, acarretará grande tormento, pela sensação de fracasso e de missão mal cumprida.

Depois de algum tempo, sem dúvida, o indivíduo sentirá a obrigação de novamente se embrenhar no terreno do 3D gaiano, para tentar cumprir totalmente a tarefa interrompida precocemente, similarmente àquele que joga um vídeo game e tenta repetidas vezes completar determinada fase do jogo.

Além de tudo isso, o que encontramos de pois do desenlace, ao tentarmos sair da matrix 3D, é mais matrix. Para o desespero do suicida, a nova matrix que encontra é a 4D, uma ainda ligada ao samsara gaiano, ao planeta-prisão, só que com características que aumentam mais ainda seu martírio. A matrix astral é também chamada de plano emocional, uma vez que tem a característica de amplificar nossos sentimentos, tanto positivos, quanto negativos, como também nossos vícios, inatos ou adquiridos durante a última encarnação. Dizem que não há padecimento maior, comparados ao que o suicida carrega consigo para o plano existencial 4D. Simplificando, as dores morais do suicida são enormemente expandidas no 4D, após o desencarne, o que torna um contrassenso essa saída.

O que acontece depois do desencarne é que alcançam o outro lado, a 4D, com plena consciência de tudo, porque o "eu" não se perde, nem o senso de identidade, ele só se expande. Nesse ponto, e devido a essa expansão, todo o quadro de por que o suicídio foi cometido, também é mais bem compreendido. Ele percebe que errou, por considerar seus problemas insolvíveis, porquanto assimila que como todo período de bonança e felicidade é limitado, o oposto também o é.

Mesmo que a intenção suicida se baseie em uma doença terminal, com dor insuportável, mesmo assim é injustificável, porquanto a sujeição a essa dor física também faz parte da missão pré-reencarnatória auto-atribuída.

Não é intenção da Conscendo Sodalitas prender ninguém à árdua e injusta matrix da Terra, pelo contrário, mas é nosso dever alertar aos amados fráteres que essa não é a saída, pois tal ato nos fixa ainda mais à existência gaiana e à roda de samsara, perpetuando nossa estada nessa realidade. Simplesmente cria um grande atraso na senda.

Nenhum problema é insolúvel na 3D, a não ser a própria morte natural. Encaremos as situações difíceis de frente, por mais difíceis que se apresentem, e perceberemos que elas existem justamente para nos expandir, testando nossa perícia em solucioná-las.

Sinceros desejos de Ascensão
Conscendo Sodalitas