O Eu Cósmico

Além da Percepção Humana


Saudações aos fráteres e sórores da Conscendo,

Caminhamos por uma extensa jornada desde o início da Conscendo. Os fráteres e sórores que têm nos acompanhado ao longo dos anos certamente notaram uma notável mudança na nossa abordagem em relação aos temas que tangenciam a nossa realidade.

Foi uma longa trajetória em que, partindo de uma visão mentalista e concreta do universo, evoluímos para uma compreensão mais sublimada, abstrata e intuitiva. Muitos dos nossos textos foram deletados por nós mesmos, devido ao seu conteúdo que atribuía uma importância excessiva a elementos fugazes, mantendo-nos presos a coisas passageiras, ilusórias e mutáveis. Não que estivessem equivocados do ponto de vista mental, mas serviram apenas como degraus para alcançar objetivos maiores.

Não intentamos, com este artigo, repetir aquilo que foi enfatizado inúmeras vezes em ocasiões anteriores sobre a mutabilidade e ilusão do mundo das formas. Pelo contrário, almejamos complementar esse conceito de forma mais objetiva, encerrando um ciclo de instrução muito acima do que foi alcançado pela grande maioria dos índigos de nossa bolha mental.

A mente concreta se manifesta ao restringir as totipotencialidades fractais por meio das leis físicas, sobretudo tempo e espaço. Viemos de um plano onde nossos desejos eram instantaneamente materializados, o que nos transformava em Deuses criadores totipotentes. No entanto, essa realidade não nos proporcionava desafios relevantes, pois nada se contrapunha aos nossos anseios. Para que os jogos evolutivos fossem criados, impusemos a nós mesmos limites para, nesse ambiente restrito, experienciarmos sensações singulares e aprendermos com elas.

Isso se assemelha à situação de uma criança inexperiente e mimada, que necessita ter seu caráter moldado pelos pais, impondo limites aos seus desejos.

Os universos mentais das coletividades são compostos por infinitas bolhas, que contêm e são contidas em outras infinitas bolhas mentais. São sonhos dentro de sonhos.

Quando observamos as linhas do tempo das realidades mentais com uma visão ampliada, percebemos infinitas linhas de tempo, tanto para o passado quanto para o futuro, em infinitas dimensões e densidades. Porém, sob a visão mental restrita que experimentamos na realidade da Terra, há apenas uma linha de tempo passada e infinitas linhas de tempo futuras. Somos seres criadores de realidades e, a cada momento, criamos, com nossa vontade e com a da nossa coletividade, uma linha de tempo específica para o futuro que desejamos viver. A linha de futuro escolhida, dentre infinitas opções, torna-se a linha do passado única.

Embora alguns possam usar a intuição com a finalidade de vislumbrar a linha mental do passado terreno, a absoluta maioria de nós é refém do que nos relata a história oficial, gerida por seres de índole controladora e egocentrada. Afirmamos com convicção que 99% da história que nos é ensinada é completamente falsa ou drasticamente modificada para atender aos propósitos narcisistas daqueles que governam o planeta. O restante de 1% consiste em verdades que se encaixam em suas agendas.

Se esses seres, fixados no ego, têm o poder de apagar da história civilizações inteiras, como a Lemúria, Atlântida e Tartária, imaginem o que podem fazer com indivíduos e suas ideias. É suficiente dizer que a quase totalidade dos mestres fundadores de nossas religiões nunca existiu; foram produtos de nossos dirigentes, criados com o propósito de exploração e controle. Os verdadeiros Mestres iluminados surgem em intervalos, mas têm seus registros apagados de nossa memória histórica, o que equivale a nunca terem existido.

Não devemos nos entregar à ideia de vitimização pelo que foi mencionado anteriormente. Ao atribuirmos a manipulação a seres egocêntricos, fazemos isso de forma figurativa, pois, na realidade, eles apenas ilusoriamente acreditam que controlam nossa realidade. No entanto, os verdadeiros arquitetos desse jogo somos nós mesmos, a partir de planos superiores de engenharia sideral.

Todo o tecido da experiência concreta de nossa coletividade terrena se desdobra em uma dessas bolhas mentais. Cada uma delas dá origem a uma narrativa, uma aventura, um jogo mental específico para sua própria coletividade, e não se estende infinitamente no que diz respeito ao espaço 'físico', possuindo limites bem definidos.

O enredo de uma bolha mental é tecido com a plenitude imaginativa da consciência ou da coletividade que a cria, sendo ilimitado em termos de variações, diversidades, leis e regras, dependendo da potencialidade daqueles que a concebem. Daí surgem cenários mais vastos ou mais restritos, em função da expansão da consciência do Ser ou Seres Criadores. Consciências mais ampliadas concebem cenários mentais igualmente mais abrangentes, tanto em termos de espaço quanto de diversidade.

Atualmente, é muito difícil determinar até onde se estende a bolha da realidade mental terrena. Por essa razão, é crucial não nos apegarmos a conceitos e relatos alheios, pois podem ser falácias e inverdades que atrapalham nossa jornada.

Podemos ilustrar isso com um exemplo fictício, mas plausível: nada impede que a realidade terrena seja um cenário singular, praticamente limitado ao nosso planeta, ao estilo ptolomaico, onde não há contato com civilizações galácticas. Isso não se deve a limitações tecnológicas ou à vontade de governantes negativos, mas simplesmente porque nossa bolha mental é circunscrita ao planeta, e nossos céus são apenas uma representação holográfica. Poderíamos estar vivendo em uma espécie de 'Show de Truman', onde os extraterrestres são uma invenção, e tudo à nossa volta, incluindo os astros celestes, seria uma manipulação por quem controla nossa realidade. Considere todas as supostas naves extraterrestres como criações tecnológicas terrenas ou intraterrenas, e as raças não humanas, conhecidas como extraterrestres, como seres originários de nosso próprio planeta, provenientes de regiões subterrâneas ou subaquáticas, ou ainda como manifestações de nosso plano astral. Adicione a tudo isso uma considerável manipulação holográfica envolvendo esses entes.

É comum que os supostos seres extraterrestres, assim como suas naves, apareçam e desapareçam abruptamente, semelhante a uma migração dimensional para o astral, em vez de ser um efeito tecnológico de camuflagem. Considere todas as viagens espaciais relatadas pela NASA e por outras agências como encenações mal intencionadas, e o cinturão de Van Allen como o limite de nossa realidade holográfica.

A renomada astrofísica Beatriz Villarroel, do Instituto Nórdico de Física Teórica na Suécia, por meio de um estudo chamado Projeto Vasco, comparou mapas celestes desde 1950 até hoje e observou que mais de 800 estrelas simplesmente desapareceram, evaporaram, sem nenhum evento associado como, por exemplo, uma supernova.

Os confinamentos temporários das bolhas mentais experienciais podem ser comparados às paredes de uma prisão. Embora, sob uma ótica expandida, essas barreiras sejam holográficas e ilusórias, no âmbito mental, são reais e cumprem o propósito de conter a individualidade em um espaço delimitado durante o período de sua pena. Essa analogia pode ser estendida à totalidade da realidade terrena, onde nossa bolha mental se limita a fronteiras espaciais pré-definidas.

Não afirmamos que outras realidades muito diferentes da nossa não existam em distintas bolhas mentais, mas que o desafio mental da Terra 3D pode estar sujeito a regras que o restringem espacialmente de maneira singular. Para a mente criadora, não há limites. Se estivermos confinados apenas ao nosso planeta, então, a nível mental, o firmamento que observamos é holográfico.

Por sinal, qual a diferença entre o real e o holográfico em um sonho?

Reiteramos, caros fráteres, que não estamos declarando, de forma alguma, que este seja o cenário aplicável ao nosso planeta. Os sonhos são voláteis e todas as vivencialidades mentais, por conseguinte, são questionáveis. Na Conscendo, mesmo entre os mais despertos, carecemos, no momento, da capacidade para descobrir a verdade acerca da história e extensão da bolha terrestre. Por outro lado, desvendamos o propósito do jogo, que é abertamente entender a função e a natureza dos palcos mentais, conciliando sua utilidade com suas características efêmeras e ilusórias.

Somos Deuses inconscientes e nosso poder fractal é tão imenso que, mesmo se as estrelas forem meras projeções holográficas, o simples ato de imaginar uma civilização em uma delas é suficiente para criar uma nova bolha mental de realidades, baseada nos nossos pensamentos.

Gastamos uma grande parte de nossa atenção tentando desvendar acontecimentos sem importância ou peculiaridades do sonho atual, ao invés de nos ater a observar e aprender com as relações das consciências entre si e o cenário, utilizando-as para nossa expansão consciencial.

O passado desempenhou um papel crucial, pois com ele aprendemos, evoluímos e nos tornamos quem somos. Contudo, é essencial estar atento para não sermos influenciados de maneira nociva por narrativas históricas distorcidas, criadas para atender às agendas egocêntricas de certos indivíduos. O passado de maior relevância é o pessoal, aquele que podemos testemunhar por termos vivenciado, pois foi ele que nos conduziu até este momento.

Reforçamos que, para o fractal evoluído, o que verdadeiramente importa é o presente. E para aproveitar o presente de maneira mais eficaz, precisamos parar de nos fixar em detalhes supérfluos do jogo onírico que vivenciamos. É inútil querer encontrar linearidade e objetividade singular em coisas multidimensionais infinitas.

É como se, durante um sonho noturno, nos interessássemos em saber a natureza da propulsão e o funcionamento de uma nave que possamos ter observado nesse cenário onírico, em vez de nos concentrarmos nas consciências presentes e o ambiente que habitam, o que seria um contrassenso.

Dado que nossa mente concreta é limitada e não pode fornecer respostas precisas - sendo nada além de reflexos de sonhos e pensamentos da Fonte/Nós - devemos encarar essas questões, e outras semelhantes, como sem importância, exatamente como são.

Nossa experiência no desafio não é, de forma alguma, afetada pela resposta a essas questões. O que realmente importa é o jogo atual, que é afeito às relações entre as consciências da bolha, o qual não é prejudicado pela história ou pela situação universal da Terra.

Compreendam, nobres fráteres, se não temos, no momento, o alcance para desvendar os eventos de nossa linha de tempo passada, ou para saber até onde se estende nossa bolha mental, não devemos nos atormentar por isso, pois interfere negativamente no nosso próprio jogo e seu propósito. O método de funcionamento da nave de sonho não tem relevância.

Sob uma visão ampliada, a resposta correta de um Conscendista para tais questões relacionadas ao mental é: "Não importa..."

Não importa se nosso céu é holográfico ou não, nem se certa civilização ou personagem realmente existiram. Esses detalhes não influenciam nossa experiência atual. O que verdadeiramente importa é a nossa conduta no presente, acrescentando à nossa bagagem, adquirida ao longo das eras, novos aprendizados e expansão da consciência.

Independentemente da natureza do jogo que estamos experimentando, trata-se de um desafio mental, que é onírico, fugaz e ilusório. A consciência de um fráter da Conscendo deve perceber tudo com uma visão ampliada e transcender as ilusões mentais desta ou de qualquer outra bolha.

Somos livres de qualquer cenário mental, pois tudo não passa de sonhos dentro da Consciência da Fonte/Nossa Consciência. Independentemente do mundo das formas que tentem/tentemos nos impor, estaremos prontos para superá-lo. Por isso, pouco importa saber os detalhes de nossa matrix, considerando sua transitoriedade e o nível de manipulação ao qual está sujeita.

Por que é importante contemplar as realidades mentais de maneira correta, com uma visão ampliada, ou seja, entendendo-as como ilusões temporárias e relativas? Simplesmente porque isso nos liberta do cárcere imposto por essas realidades mentais. Muitos, após cada aventura mental (alguns a chamam de encarnação), saltam abulicamente para outro cenário mental igualmente limitado, guiados pelas concepções que foram imbuídas em suas últimas experiências, principalmente pelas enganosas religiões terrenas.

A genuína liberdade é a que nos independe de toda ilusão e relatividade mental, de todas as bolhas. Essa liberdade nos confere o controle de nossos próprios destinos enquanto navegamos pelas aventuras e desafios mentais mais imersivas e restritivas, as conhecidas reencarnações, dotando-nos da capacidade de as vivenciar com total consciência de nossa essência, assumindo o papel de sábios perscrutadores e modificadores dessas realidades, como as Divindades que discretamente nos visitam.

Isso pode ser realizado aqui e agora, neste preciso momento, ao nos tornarmos observadores impassíveis do cenário mental da Terra. Percebendo tudo o que se apresenta a nós com a relatividade que merece, evitando sermos afetados por situações de conflito, penúria e sofrimento que essa sociedade insiste em reforçar. Desvencilhando-nos dos cenários de vida após a morte impostos pelas religiões, dando menos relevância às narrativas sobre possíveis mundos extraterrestres e seus habitantes, em resumo, à tudo relacionado ao mundo das formas. Devemos, também, cessar a disseminação acrítica de informações atreladas a essas realidades, pois essa prática reforça tais conceitos duvidosos nos demais fractais, erguendo barreiras entre eles e a liberdade.

Lembrem-se que nossos fráteres que não pertencem à sociedade da Terra, a despeito de possuirem tecnologia avançada, também estão presos às mesmas ilusões mentais e, como nós, tentam se libertar de seus próprios sonhos.

Nos meandros dos jogos mentais, o que verdadeiramente nos interessa são as interações das consciências entre si e o ambiente ilusório, nos incluindo nessa intrincada trama para, finalmente, compreender que nossas almejadas expansão e felicidade estão diretamente ligadas às dos demais fractais.

Por fim, devemos perceber a verdade de que a libertação reside na compreensão íntima de que somos os artífices primordiais de nossas próprias realidades. Ao desvendarmos a máscara das ilusões, rompemos as amarras que nos prendem a crenças e conceitos impostos pelo mental, libertando-nos para sermos os arquitetos autônomos de nossos destinos. Assim, transcendemos a condição de simples atores nas narrativas da mente e ascendemos ao patamar de sábios criadores e observadores, sem deixar entretanto de atuar, lapidando nossa consciência em meio aos enredos infinitos do jogo cósmico.

Superamos as limitações que nos são apresentadas, adentrando nos recantos da compreensão mais profunda, pois é nesse território que descobriremos a verdadeira essência de nossa liberdade: a capacidade de moldar, com sabedoria e discernimento, as paisagens de nossos mundos internos e, por conseguinte, influenciar o tecido da existência universal.

Sinceros desejos de Ascensão
Conscendo Sodalitas