Conscendo Sodalitas

Comissão Trilateral e o Governo Carter

O presidente James Earl Carter, o político do interior que prometeu nunca mentir para o povo, foi escolhido para participar da Comissão por Brzezinski, em 1973. Na verdade, foi Brzezinski quem primeiro identificou em Carter qualidades pessoais para ser um presidente, e subseqüentemente o educou em economia, política externa e nas complexidades da política mundial. Após a eleição de Carter, Brzezinski foi escolhido como assessor do presidente em assuntos de Segurança Nacional. Comumente, ele era chamado de presidente do Conselho de Segurança Nacional, porque respondia somente ao presidente — alguns dizem que Brzezinski ocupava o segundo posto mais poderoso no governo dos EUA.

O colega de chapa de Carter, Walter Mondale, também era um membro da Comissão. (Se você estiver tentando calcular as probabilidades de três homens virtualmente desconhecidos, dentre os mais de sessenta membros americanos da Comissão, chegar aos três postos mais poderosos no país, não perca seu tempo. Seus cálculos não terão importância alguma.)

Em 7 de janeiro de 1977, a revista Time, cujo diretor da redação, Hedley Donovan, era um poderoso membro da Comissão Trilateral, atribuiu ao presidente Carter o título de "Homem do Ano". O artigo de dezesseis páginas naquela edição não somente deixou de mencionar a ligação de Carter com a Comissão, como também declarou o seguinte:

"Ao procurar escolher os membros do Gabinete, Carter algumas vezes parecia hesitante e frustrado, desconcertantemente fora de sua personalidade normal. Sua falta de ligações em Washington e com a estrutura partidária — qualidades que o ajudaram a se eleger e chegar à Casa Branca — tinha perigos potenciais. Ele não conhece o governo federal ou as pressões criadas por ele. Carter realmente não conhece os políticos de quem precisará para conseguir governar o país."

Esse retrato de Carter como um político inocente é simplesmente incorreto ou é deliberadamente enganoso? Por volta de 25 de dezembro de 1976 — duas semanas antes da publicação do artigo na revista Time — Carter já tinha escolhido os membros de seu gabinete. Três dos membros do gabinete — Cyrus Vance, Michael Blumenthal e Harold Brown - eram membros da Comissão Trilateral; e os outros que não eram membros não eram contrários aos objetivos e operações da Comissão. Além disso, Carter tinha escolhido quatorze outros membros da Comissão Trilateral para cargos de alto nível no governo, incluindo:

* C. Fred Bergsten (Subsecretário do Tesouro)

* James Schlesinger (Secretário da Energia)

* Elliot Richardson (Delegado para o Tratado da Lei do Mar)

* Leonard Woodcock (Encarregado junto ao governo da China) [NT: Antes do estabelecimento das relações diplomáticas, não havia o posto de embaixador, mas o encarregado cumpria praticamente as mesmas funções]

* Andrew Young (Embaixador junto à Organização das Nações Unidas)

Portanto, em 25 de dezembro de 1976, existiam dezenove trilateralistas, incluindo Carter e Mondale, ocupando postos de tremendo poder político. Esses indicados pelo presidente representavam quase um terço dos membros da Comissão Trilateral provenientes dos EUA. A probabilidade de isso ter acontecido por acaso é ridiculamente baixa!

Entretanto, havia a mínima evidência para indicar qualquer coisa além de conspiração? Dificilmente! Em 1973, Zbigniew Brzezinski descreveu as qualificações necessárias para um candidato vencer em 1976:

"O candidato Democrata em 1976 terá de enfatizar o trabalho, a família, a religião e, cada vez mais, o patriotismo... O novo conservadorismo claramente não voltará ao antigo laissez faire. Ele será um conservadorismo filosófico. Será um tipo de estatismo conservador ou gerencial. Haverá valores conservadores, mas uma dependência em uma grande co-determinação entre Estado e as grandes empresas."

Em 23 de maio de 1976, o jornalista Leslie H. Gelb escreveu no jornal não assim tão conservador The New York Times: "Brzezinski foi o primeiro na Comunidade a prestar atenção a Carter, a encará-lo com seriedade. Ele passou um tempo com Carter, conversou com ele, enviou-lhe livros e artigos, educou-o." [5] Richard Gardner (também da Universidade Columbia) participou da tarefa "educacional" e, como Gelb observou, os dois praticamente guardaram Carter para si mesmos. Gelb continuou: "Enquanto a comunidade como um todo olhava para outra parte, para os senadores Kennedy e Mondale... valeu a pena. Brzezinski, com Gardner, é agora o homem mais importante na força-tarefa de política externa do presidente Carter."

Embora Richard Gardner tivesse uma influência acadêmica considerável, deve estar claro que Brzezinski era o farol que guiava a política externa no governo Carter. Junto com o comissário Vance e diversos outros comissários no Departamento de Estado, Brzezinski tinha mais do que continuado com a política de fazer amizades com os inimigos e afastar os amigos. Desde 1977 testemunhamos um esforço gigantesco de alcançar relações "normalizadas" com a China Comunista, Cuba, a URSS, os países da Europa Oriental, Angola, etc. Ao mesmo tempo, pelo menos parte do suporte foi retirado da China Nacionalista, África do Sul, Zimbábue (antiga Rodésia), etc. Isto não foi apenas uma tendência — foi uma epidemia. Assim, pode-se dizer que Brzezinski, pelo menos em parte, contribuiu para a atual política externa e interna dos EUA, de modo que devemos analisar exatamente o que ele estava defendendo.


Trecho extraído do site www.espada.eti.br

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