Conscendo Sodalitas

Comissão Trilateral e a Nova Ordem Mundial

A Comissão Trilateral realizou sua reunião plenária anual em Tóquio, no Japão, em janeiro de 1977. O presidente Carter e Brzezinski, obviamente, não puderam comparecer, pois ainda estavam reorganizando a Casa Branca. Entretanto, eles enviaram cartas que foram lidas na reunião, e depois publicadas em Trialogue, a revista oficial da Comissão Trilateral:

"Sinto uma satisfação especial em enviar gratulações a todos vocês reunidos no encontro da Comissão Trilateral em Tóquio. Tenho calorosas memórias do nosso encontro em Tóquio cerca de dezoito meses atrás, e lamento não poder estar presente com vocês agora."

"Meu serviço ativo na Comissão, desde sua criação em 1973, foi uma experiência esplêndida para mim e me propiciou excelentes oportunidades para vir a conhecer os líderes nas nossas três regiões."

"Como enfatizei em minha campanha, uma sólida parceria entre nós é da mais alta importância. Compartilhamos preocupações econômicas, políticas e de segurança que tornam lógico que devamos buscar uma cooperação e compreensão cada vez maiores. Essa cooperação é essencial não somente para nossas três regiões, mas na busca global por uma ordem internacional mais justa e eqüitativa. Espero encontrá-los na sua próxima reunião em Washington e desejo ansiosamente receber os relatórios do trabalho realizado por vocês em Tóquio."

A carta de Brzezinski, em uma veia similar, dizia o seguinte:

"A Comissão Trilateral tem significado muito para mim nos últimos anos. Ela serve como estímulo para a criatividade intelectual e uma fonte de satisfação pessoal. Formei fortes vínculos com novos amigos e colegas em todas as três regiões, vínculos que valorizo grandemente e que tenho certeza que continuarão."

"Permaneço convencido que, nas grandes questões estruturais do mundo atual, a colaboração entre nossas regiões é de suma importância. Essa colaboração precisa ser dedicada para modelar uma ordem internacional mais justa e eqüitativa. Isso requererá um processo prolongado, mas acho que podemos olhar para o futuro com confiança e ter certo orgulho da contribuição que a Comissão está fazendo."

A frase fundamental em negrito dizia "uma ordem internacional mais justa e equitativa". Essa ênfase indica que algo está errado com nossa atual ordem internacional, isto é, com nossas estruturas? Sim, de acordo com Brzezinski e, como a presente estrutura era inadequada para tratar os problemas mundiais, ela precisa ser desfeita e suplantada por um governo mundial.

Em setembro de 1974, Brzezinski foi questionado em uma entrevista à revista brasileira Veja. "Como o Sr. definiria essa nova ordem internacional?" Brzezinski respondeu:

"Quando falo do atual sistema internacional estou me referindo às relações em campos específicos, a maioria delas entre os países do Atlântico; relações comerciais, relações mútuas de segurança, envolvendo o Fundo Monetário Internacional, a OTAN (NATO), etc. Precisamos modificar o sistema internacional e criar um sistema global em que as novas forças ativas e criativas que se desenvolveram recentemente — possam ser integradas. Esse sistema precisa incluir o Japão, o Brasil, os países produtores de petróleo, e até a URSS, na medida em que a União Soviética esteja disposta em participar em um sistema global."

Quando questionado se o Congresso teria um papel maior ou menor no novo sistema, Brzezinski declarou: "... a realidade do nosso tempo é que uma sociedade moderna, como os EUA, requer um órgão central coordenador e renovador que não seja constituído por seiscentas pessoas."

Brzezinski desenvolveu o pano de fundo para a necessidade de um novo sistema em seu livro Between Two Ages: America's Role in the Technetronic Era (1969). Ele escreveu que a humanidade tinha percorrido três grandes estágios de evolução e estava no meio do quarto e final estágio. Ele descreveu o primeiro estágio como "religioso", combinando um "universalismo celestial fornecido pela aceitação da idéia que o destino do homem está essencialmente nas mãos de Deus" com uma "estreiteza terreal derivada da maciça ignorância, analfabetismo e uma visão confinada ao ambiente imediato.

O segundo estágio foi o nacionalismo, enfatizando a igualdade cristã diante da lei, que "marcou outro passo gigantesco na redefinição progressiva da natureza e posição do homem no nosso mundo". O terceiro estágio foi o marxismo, que, disse Brzezinski, "representa um estágio mais vital e criativo no amadurecimento da visão universal do homem". O quarto e final estágio era a Era Tecnotrônica, ou o ideal do humanismo racional em uma escala global — o resultado das transformações evolucionárias americano-comunistas."

Ao considerar nossa estrutura de governo, Brzezinski declarou:

"A tensão é inevitável à medida que homem luta para assimilar o novo na estrutura do antigo. Por um tempo, a estrutura estabelecida integra resilientemente a nova, adaptando-a em um formato mais familiar. Mas depois de algum tempo a antiga estrutura torna-se sobrecarregada. A entrada mais nova não pode mais ser redefinida nas formas tradicionais e, eventualmente, ela se afirma com grande força. Hoje, porém, a antiga estrutura da política internacional — com suas esferas de influência, alianças militares entre as nações-Estados, a ficção da soberania, conflitos doutrinários que surgiram a partir das crises no século 19 — claramente não é mais compatível com a realidade."

Uma das "estruturas" mais importantes do mundo e, especialmente para o povo americano, era a Constituição dos EUA. Foi esse documento que delineou a nação mais próspera na história mundial. Foi a soberania norte-americana realmente uma "ficção"? Era a visão dos EUA não mais compatível com a realidade? Brzezinski também declarou:

"A aproximação do ducentésimo aniversário da Declaração de Independência poderia justificar o chamado para uma convenção constitucional nacional para reexaminar a estrutura institucional formal da nação. Os anos de 1976 ou 1989 — o ducentésimo aniversário da Constituição — poderiam servir como datas-alvo adequadas culminando com um diálogo nacional sobre a relevância dos arranjos existentes... O realismo, porém, nos força a reconhecer que a inovação política necessária não virá a partir da reforma direta da Constituição, por mais desejável que seja. A mudança necessária mais provavelmente se desenvolverá de forma incremental e menos aberta... de acordo com a tradição americana de desfocar as distinções entre as instituições públicas e privadas."

Assim, na Era Tecnotrônica de Brzezinski, a "nação-Estado como uma unidade fundamental da vida organizada do homem cessou de ser a principal força criativa: Os bancos internacionais e as grandes empresas multinacionais estão atuando e planejando em termos que estão muito além dos conceitos políticos de um Estado-nação."

A filosofia de Brzezinski apontava claramente para o artigo "Hard Road to World Order", de Richard Gardner, que apareceu na revista Foreign Affairs, a publicação oficial do Conselho das Relações Internacionais (o CFR), em 1974, em que Gardner afirmou:

"Em resumo, a 'casa da ordem mundial' terá de ser construída de baixo para cima, e não de cima para baixo... um ponto final na soberania nacional, erodindo-a parte por parte, conseguirá muito mais do que o ataque frontal à moda antiga."

Essa antiga abordagem que tinha produzido poucos sucessos durante os anos 1950 e 1960 estava sendo trocada por uma marreta aveludada. Ela faria pouco barulho, mas enfiaria as estacas da globalização profundamente no coração de muitos diferentes países em todo o mundo, incluindo os Estados Unidos. De fato, a Comissão Trilateral foi o veículo escolhido que finalmente produziu a tração necessária para realmente criar a Nova Ordem Internacional.

Compreender a filosofia da Comissão Trilateral é o único modo para podermos reconciliar a miríade das aparentes contradições nas informações que chegam filtradas para nós na imprensa nacional. Por exemplo, como foi que o regime de governo marxista de Angola derivou a maior parte de seu comércio exterior com as operações da Gulf Oil Corporation extraindo petróleo em sua costa? Por que Andrew Young insistiu que "o comunismo nunca foi uma ameaça aos negros na África?" Por que os EUA encaminharam bilhões de dólares em ajuda tecnológica à União Soviética e à China Comunista? Por que os EUA aparentemente ajudaram seu inimigos, ao mesmo tempo que castigaram seus amigos?

Uma questão similar e que causa perplexidade é feita por milhões de americanos hoje: Por que o governo gasta trilhões na "Guerra ao Terrorismo" em todo o mundo e continua a ignorar a fronteira com o México e as dezenas de milhares de imigrantes ilegais que entram livremente nos EUA a cada mês?

Estas perguntas, e centenas de outras similares, não podem ser explicadas de qualquer outro modo: o Poder Executivo dos EUA (e suas agências relacionadas) não era antimarxista ou anticomunista — ele era, e é, na verdade, pró-marxista. Aqueles ideais que levaram aos horrendos abusos de Adolf Hitler, Lenin, Stalin e Mussolini estavam agora sendo aceitos como inevitáveis e necessários pelos nossos líderes eleitos e indicados.

Isto dificilmente sugere o Grande Sonho Americano. É muito duvidoso que o povo americano concorde com Brzezinski ou com a Comissão Trilateral. É o público americano que está pagando o preço, sofrendo as conseqüências, mas sem compreender a verdadeira natureza da situação.

Entretanto, essa natureza não era desconhecida, ou impossível de ser conhecida. O senador Barry Goldwater (Republicano do Arizona) fez uma clara e precisa advertência em seu livro With no Apologies, publicado em 1979:

"A Comissão Trilateral é internacional e destina-se a ser o veículo para a consolidação multinacional dos interesses bancários e comerciais tomando o controle do governo político dos Estados Unidos. A Comissão Trilateral representa um esforço engenhoso e coordenado para tomar o controle e consolidar os quatro centros do poder — político, monetário, intelectual e eclesiástico."

Infelizmente, poucos deram ouvidos, e menos ainda compreenderam.


techo extraído do site www.espada.eti.br

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