Maçonaria


Introdução


A maçonaria surgiu na idade média, no auge do período de construção das grandes igrejas góticas, onde o papel do arquiteto, naquela época exercido pelo Freemason (pedreiro livre), tinha grande importância e, por isso mesmo, ocupava elevada posição na hierarquia das profissões, sendo detentores de inúmeros privilégios, como certas isenções de impostos, tribunais especiais e franquias. Convém diferenciar aqui os pedreiros livres (freemasons), que realmente detinham todo o conhecimento da construção do prédio, dos pedreiros brutos (rough masons), que eram os braçais que se incubiam somente do erguimento da edificação, sem nada conhecer da técnica, e que ficavam sob o comando dos freemasons.

A maçonaria, em relação ao tempo, é dividida em duas fases. A primeira fase, a medieval é denominada 'operativa', pois seus integrantes eram trabalhadores especializados.

Devido à sua importância, os freemasons eram bem vistos pela aristocracia, e, além de serem bem pagos, eram por esses protegidos. A fim de não popularizar a profissão, banalizando-a, os freemasons faziam inúmeras restrições à admissão de novos integrantes. Os segredos da Arte Real da Arquitetura eram transmitidos somente àqueles que se mostrassem dignos de conhecê-los. Esses maçons, que dominavam a técnica de construção, foram intitulados de 'maçons antigos'.

Os ocultistas e alquimistas dessa época, principalmente os rosacrucianos, eram muito perseguidos, e para obter segurança, geralmente recorriam aos freemasons que, como já foi dito, gozavam de proteção e de privilégios. Alguns desses ocultistas foram admitidos para a ordem dos freemasons, pelos 'maçons antigos', apesar de não serem detentores da técnica de construção sendo, por isso mesmo denominados de 'maçons aceitos'.

Entre 1646 e 1664, Elias Ashmole, um influente rosacruciano inglês da época, infiltrou vários de seus membros entre os freemasons e principiou a organização hierárquica dos maçons, instituindo o grau de mestre.

Com o passar do tempo, principalmente na Inglaterra, a proporção dos maçons aceitos superou a de maçons antigos e a maçonaria adentrou a sua segunda fase: a fase especulativa, na qual seus adeptos passaram a ser, na maioria, 'homens do pensamento'. A revolução industrial colaborou muito para que isso acontecesse, pois as numerosas faculdades tornaram o acesso à arquitetura e à engenharia, mais acessíveis, minimizando a importância dos maçons antigos. Foi nessa fase que os rituais secretos e os estudos ocultistas foram incorporados às Fraternidades Maçônicas.

A maçonaria que conhecemos, nos moldes de hoje, foi fundada por 4 membros, em 24 de junho de 1717, em Londres, tendo como primeiro grão mestre Anthony Sayer, um simples livreiro. Surgiu então a Grande Loja de Londres, até hoje a mais importante instituição mundial da ordem. Mal imaginava Sayer que até mesmo herdeiros do trono inglês ocupariam seu posto, no futuro.

O crescimento da maçonaria começou então a despertar interesse na elite abastada, que passou a integrar seus quadros, atraída pelo clima ritualístico e ocultista, dotando a organização de poder político e econômico. Essa infiltração, principalmente com a admissão, no século XVIII, de banqueiros e políticos inescrupulosos e de membros Illuminati, que passaram a ocupar os seus graus mais altos (e que ocupam até hoje), deturpou a elite maçônica, desviando o objetivo da classe que, de fazer o bem para o mundo, passou a ser o de fazer do mundo seu escravo, pregando uma 'Nova Ordem Mundial' (vide Illuminati).