Clube de Roma


Quem dizem ser


O Clube de Roma é uma entidade sem fins lucrativos, independente de quaisquer interesses políticos, ideológicos ou religiosos. Sua missão principal é "agir como um catalisador para a mudança global, através da identificação e análise dos problemas cruciais enfrentados pela humanidade e a comunicação de tais problemas para os líderes públicos e privados, bem como ao público em geral". Suas atividades devem "adotar uma abordagem global, com a consciência da crescente interdependência das nações". "Devem também, através do pensamento holístico, alcançar uma compreensão mais profunda da complexidade dos problemas contemporâneos e adotar uma perspectiva transdisciplinar e de longo prazo, focando as escolhas e políticas que determinarão o destino das gerações futuras".

As atividades do Clube são guiadas pela Assembléia Geral de seus membros, que se reúne uma vez por ano. A Assembleia Geral elege os membros de um pequeno comitê executivo, que supervisiona as atividades do Clube. Atualmente, o Clube tem dois co-presidentes, Dr. Ashok Khosla da Índia e do Dr. Eberhard von Koerber da Alemanha, e dois vice-presidentes, o professor Heitor Gurgulino de Souza do Brasil e Dr. Anders Wijkman da Suécia. O trabalho do Clube Internacional tem suporte de um pequeno secretariado em Winterthur, cantão de Zurique, na Suíça, sob a liderança de Ian Johnson, do Reino Unido.

O Clube surgiu em abril de 1968, quando um pequeno grupo internacional de profissionais das áreas da diplomacia, indústria e sociedade civil reuniram-se em uma casa tranquila em Roma. Convidados pelo industrial italiano Aurélio Peccei e pelo cientista escocês Alexander King, eles se encontraram para discutir sobre soluções de curto prazo para melhorar as relações internacionais e, em particular, sobre as questões relacionadas com o consumo desenfreado de recursos, em um mundo cada vez mais interdependente.

Cada um dos participantes da reunião concordou em passar o próximo ano sensibilizando os líderes mundiais e os principais tomadores de decisão, sobre as questões cruciais, pertinentes ao futuro global. Eles ofereceram uma abordagem nova e original e, ao fazê-lo, concentraram-se sobre as consequências, a longo prazo, da crescente interdependência global e esforçaram-se para entender como e por que isso estava acontecendo. O Clube de Roma havia nascido.

Em 1972, a organização ganhou uma nova reputação mundial, com o primeiro relatório do Clube de Roma: "Os Limites do Crescimento", encomendado por um grupo de cientistas, do Institute de Tecnologia de Massachusetts. O relatório explora uma série de cenários e salientou as opções que se abrem, para a sociedade conciliar o progresso sustentável com das limitações ambientais.

Os efeitos dessa publicação internacional, nos campos da política, economia e ciência é melhor descrito como um 'Big Bang': de um dia para o outro, o Clube de Roma havia demonstrado a contradição do crescimento ilimitado e irrestrito, no consumo de material de um mundo com recursos finitos e, de forma clara, trouxe o tema para o topo da agenda global.

Com o foco na visão de longo prazo e cenários provocativo, o relatório vendeu mais de 12 milhões de exemplares em cerca de 30 línguas em todo o mundo.

Baseado neste sucesso, o Clube de Roma cresceu, à medida que continuou a produzir relatórios sobre os problemas globais identificados. Particularmente, o objetivo de sensibilizar, a longo prazo, os líderes mundiais sobre a delicada interação entre o desenvolvimento econômico e humano e a fragilidade do planeta foi atingido, contribuindo para a criação dos Ministérios do Meio Ambiente, em numerosos países.

O Clube de Roma continuou o seu trabalho na década de noventa, centrando-se sobre questões importantes, como a governança global e a diversidade cultural. Relatórios, tais como 'A Capacidade de Governar' e 'Factor Four: Duplicação da riqueza - Reduzindo pela Metade a Utilização dos Recursos' e 'Sem Limites para a Aprendizagem' foram particularmente influentes durante esse período, apontando o caminho para as soluções.

No início do século 21, os problemas internacionais, como a crescente desigualdade global, as consequências das alterações climáticas e do uso excessivo dos recursos naturais têm provado que o Clube de Roma, e os seus pontos de vista estão plenamento corretos, o que reavivou o interesse em suas convicçoes: o consumo ilimitado e o crescimento, em um planeta com recursos limitados, não podem continuar para sempre, e é mesmo perigoso.

Informações extraídas do site oficial do Clube de Roma 'www.clubofrome.org'