Conscendo Sodalitas


• Religião, bem ou mal?


Karl Marx, um mago da mão esquerda, apregoou o materialismo aos quatro pontos. Era um adepto da ideia de que 'os fins justificam os meios' e, longe de ser um verdadeiro ateu, visava apenas a destruição das religiões, por meio da descrença e da desesperança. Marx era um dos idealistas da 'Nova Ordem Mundial', tornou o mundo pior e agora habita as profundezas tenebrosas, juntamente com seus asseclas e seguidores.

Como o universo é dual, não existe o bem absoluto, nem o mal absoluto, nem mesmo o completamente certo ou o completamente errado. Toda a idéia e todo o ser é composto das substâncias duais e por isso mesmo é andrógino em toda a sua composição, em qualquer dos seus planos. Marx certa vez afirmou que as religiões eram 'o ópio da humanidade'. Essa afirmação não estava completamente certa, nem completamente errada, depende da interpretação.

Muitas religiões, para não dizer quase todas, produzem, com seus ensinamentos infantis e de dúbia interpretação, efeitos colaterais danosos, os quais estimulam o ócio filosófico, a inépcia espiritual, a modorra vivencial...

Nesse ponto sim, as religiões atuam como uma droga de controle das massas, um grilhão que prende a humanidade às suas rotinas diárias imutáveis, idealizadas pelos neo-escravagistas modernos. A humanidade terrena atual não passa de massa servil a trabalhar para uma elite torpe e mal intencionada e nem se apercebe disso. Vive em uma sociedade idealizada e moldada por seres controladores malévolos, que arrebanha o seu exército de trabalhadores servis em um meio regido pela ignorância e pelo poder econômico.

Algumas das religiões foram mesmo criadas para controlar as multidões, prometendo-lhes o céu, após uma vida de penúria e labor sem recompensas. Os seres engalfinhados por essas doutrinas temem até mesmo perder a sua vaguinha no paraíso, quando ousam pensar em algo que possa divergir de seus tópicos dogmáticos. Por isso mesmo, se contentam com a vida que levam e não progridem nem materialmente e, principalmente, espiritualmente.

Em nosso universo dual, o perfeito absoluto ou o imperfeito absoluto inexistem. Sendo assim, as religiões estão repletas de falhas, todas elas, pois são dirigidas por seres imperfeitos. A interpretação de seus princípios deve ser sempre feita com visão crítica pois, do contrário, incorre-se no risco de se perder precioso tempo de progresso.

Aqueles que pensam que basta ser caridoso, fazendo o bem aos menos favorecidos, mesmo que por toda a vida, sem que tenha havido uma verdadeira mudança interna, na verdade são interesseiros que só almejam recompensa espiritual e não passam de iludidos, aos moldes dos compradores de indulgências plenárias de outras eras.

A etapa evolucional da humanidade exige um novo nível de pensamento; chega de falsidades internas, de auto-enganações. Fazer o bem aos menos favorecidos é bem fácil, mas analise suas atitudes e, principalmente, seus pensamentos, sobre os seus iguais, sobre os seus competidores, e mesmo sobre os seus superiores e verá que ainda falta uma longa trilha a ser percorrida.

Dar a outra face nem sempre é correto, depende da situação e, como nos disse o mesmo Mestre 'sede gentis como as crianças e espertos como as cobras'.

A acomodação é a chave para a derrocada. Não se ache o 'salvo' porque segue os seus princípios religiosos à regra; lembre-se de que a escada de Jacó é infinita.

Não advogamos uma relegação religiosa, mas uma posição crítica em relação às mesmas, uma vez que são dirigidas por indivíduos falíveis. Aceitar o que é bom e construtivo e rejeitar o restante.

O maior, melhor, e oni-sapiente Mestre, encontra-se junto a nós, dentro de nós, a nossa Mônada, intimamente relacionada com o Logos. Ela é a nossa melhor conselheira. Procuremos dentro de nós mesmos e encontraremos o caminho e a verdade. O nosso Princípio Divino Monádico que reside no esplêndido e inconcebível plano Anupadaka, nos orienta a todo momento, por meio da intuição. A intuição é o maior dos dons e deve ser aperfeiçoada com uma vontade inamovível. Ela nos livra das seitas mal-intencionadas, das religiões infantis e burrificadoras, dos falsos mestres e dos oportunistas.

Certas coisas, Ela nos sopra a todo momento: o bem é o caminho, pois o bem que fazemos, a nós retorna, trazendo-nos amigos, felicidade, paz e harmonia, e essa vida é realmente uma etapa passageira, mais uma ilusão a ser dominada, um milionésimo de segundo em nossa infinita jornada evolutiva, representada pela escada de Jacó e que, a cada degrau conquistado, uma festa divina a nós é dedicada, incentivando-nos à luta, nessa contínua ascensão.