Conscendo Sodalitas


• Infinito


Hermes Trismegisto, o notório grupo ocultista egípcio, levantou muito do 'Véu de Ísis' quando nos presenteou com a máxima: "Como é em cima, assim é em baixo, como é em baixo, assim é em cima". Talvez a mais relevante de todas as postulações herméticas.

Tendo como base essa afirmação, podemos descobrir uma miríade de verdades, por simples dedução. A nossa intuição se encarregará de nos dar a certeza da direção correta de pensamento.

Quando examinamos a infinitude do universo, no nosso plano tridimensional, uma vez que o espaço na forma que aqui concebemos inexiste nos planos mais elevados, porquanto a ilusão espacial trata-se apenas de uma projeção consciencial, dentro de uma consciência maior, é ilógico delimitá-lo, como faziam e ainda o fazem algumas correntes científicas. O Big Bang realmente ocorreu e deu origem ao nosso universo mas, ao seu lado, tridimensionalmente falando, existem infinitos outros universos, resultantes de infinitos outros Big Bangs.

O mesmo se aplica aos planos conscienciais. As correntes místicas mais avançadas são praticamente unânimes em dividir os planos de expressão conciencial em físico, ou tridimendional, astral, ou quadridimensional, mental, ou pentadimensional e assim por diante, numa sequência infinita. O impressionante é que cada um desses planos pode ser dividido em infinitos outros. Tomando como exemplo o plano físico, o mesmo possui sete sabidas sub-divisões: o sub-plano sólido, o líquido, o gasoso, o etérico, o supra-etérico, o sub-atômico e o atômico, ordenados aqui numa sequência de progressiva sutileza. Por sua vez, cada uma dessas sete sub-divisões podem também ser divididas em mais sete sub-sub-divisões, podendo nós, assim procedermos, infinitamente. Uma das coisas que muitos desconhecem e que nos foi explicada pelo Mestre tibetano Djwhal Khul é que os nossos sete planos conscienciais básicos, ou seja, o físico, o astral, o mental, o búdico, o nirvânico, o paranirvânico e o maha-paranirvânico, correspondem aos sub-planos físicos do nosso Logos Planetário. Explicando melhor, todo o nosso plano consciencial físico, forma apenas o sub-plano físico sólido cósmico do Logos Planetário, todo o nosso plano consciencial astral, forma apenas o Seu sub-plano físico líquido, o nosso plano mental forma apenas o Seu sub-plano físico gasoso, o nosso plano búdico forma o Seu sub-plano etérico e assim por diante.

Sendo assim, os chakras etéricos do Logos Planetário são compostos por matéria correspondente do nosso Plano Búdico. Para esclarecer ainda mais, citamos que os chakras Logoicos são formados e dependem evolutivamente de entidades conscientes, uma vez que seu chakra coronariano é formado pelo Mestre Sanat Kumara ou, mais recentemente pelo Mestre Budha e seu Concílio em Shamballa, o Seu chakra cardíaco é composto pelos membros ascensos da Fraternidade e a humanidade forma a Seu chakra laríngeo.

Outra coisa oportuna, a ser citada no momento, é que o Planeta Terra físico serve de corpo para uma entidade que ainda se encontra em sua fase de mergulho na matéria, na fase descendente da parábola evolutiva. Sendo assim, essa essa entidade, muito aquém do vegetal, por exemplo, em seu estágio evolutivo, divide o corpo com o Logos Planetário e dá abrigo a zilhões de seres em seu interior, muitíssimos mais evoluídos que ela própria.

Essas preliminares foram necessárias para que examinemos o nosso microcosmo. Todo o nosso universo macrocósmico, com suas estrelas e planetas, refletem o nosso mundo microcósmico. As estrelas correspondem ao núcleo atômico, com seus planetas fazendo a vez dos elétrons. A matéria de cada átomo da nossa matéria é divisível ao infinito e formada por micro-átomos como si próprios, só que em tamanho imensamente menor. Esses micro-átomos, por sua vez, são também infinitamente divisíveis.

Nosso corpo físico é um universo infinito, observado no seu sentido microcósmico, e dá abrigo a infinitas entidades, de evolução tanto sumamente inferior, quanto impensávelmente superior à nossa, que evoluem em situações tempo-espaço diferentes, nesses micro-planetóides, compostos pelas infinitas divisões sequenciais da matéria atômica do nosso corpo. Um segundo para nós podem significar trilhões de anos para algumas dessas consciências que nos habitam.

A infinitude estende-se também para os universos paralelos que nos circundam. A cada ato realizado, onde uma decisão é tomada, o universo se divide em outros universos reais, derivados das possíveis escolhas feitas. Esses universos paralelos servem de agregados de conhecimento sem fim, que depois serão unificados em nosso ser, posteriormente, quando ascendermos à planos conscienciais mais elevados. A ciência terrena recentemente comprovou a existência dos universos paralelos, confirmando a afirmação que ela e religião tratam-se de uma mesma coisa.

Nossa morte física, astral, mental, etc. resulta em um sono Bhramânico para infinitos universos. Nós, como indivíduos, somos muito, uma vez que somos um universo infinito, mas também somos pouco, quando olhamos para o universo macrocósmico infinito que nos cerca. Esse contra-senso se traduz em uma resposta simples: nós, na verdade, somos unos com os universos micro e macrocósmicos.

Nosso Logos Planetário é dependente da evolução da humanidade para sua evolução, porquanto formamos seu chakra laríngeo, como também somos dependentes da evolução desses zilhões que nos habitam. Essa interdependência coloca todos os universos e multiversos conectados de maneira irrevogável. Somos UM na senda evolutiva, nossos inimigos são nossos irmãos e, do seu esclarecimento, dependemos nós. Só abrindo a visão, ampliando a consciência, assimilando o AMOR UNIVERSAL, conseguiremos perceber o Universo como ele realmente é.