O Frater Conscendo


• Vegetarianismo


O Frater Conscendo é vegetariano por inúmeras razões.

A carne animal traz consigo uma série de componentes tóxicos, nocivos ao corpo do homem. Quando o animal morre, não significa que as células também o fazem, elas continuam seu metabolismo, agora privado de seu escape excretório, que era a circulação sanguínea. Esse metabolismo vai acumulando substâncias danosas, que seriam eliminadas, se o animal estivesse vivo, pelo sangue. Ingerir a carne animal significa também assimilar esse conjunto de substâncias venenosas que, por sua vez, vão tratar de gerar condições dislipidêmicas, hiperglicêmicas, cancerogênicas e distróficas. Muitas das distrofias neuromusculares e das doenças degenerativas, como a demência senil (Alzheimer), tem relação com a alimentação carnívora e com os prions nela contida. Muitos cientistas sabem disso mas são obrigados a se calar a fim de manter o status quo de nossa sociedade.

Junto com a carne animal, também são absorvidas doses cavalares de hormônios destrutivos e sexualmente deformantes ou impotencializantes, quantidades monumentais de gorduras dislipidemiantes e aterogênicas, que vão levar à invalidez ou à morte precoce pelos infartos cardíacos e cerebrais e pelos outros vários tipos de oclusões e tromboses da circulação periférica.

A criação de animais, muitas vezes de modo cruel, para simplesmente abatê-los, no período de vida plena, é uma prática admissível apenas para sociedades primitivas. Como achar que devamos receber tratamento diferenciado de civilizações mais evoluídas materialmente, se perpretamos tais iniquidades com os desprotegidos animaizinhos. Aves são entupidas de alimentos até que seus fígados se transformem em massas de gordura esteatótica, pequenos bezerrinhos são criados em espaços exíguos, a fim de que sua carne não perca a maciez, baleias individualizadas são abatidas em frente aos seus pequenos rebentos...

Os indefesos animaizinhos se enchem de pavor, frente à situação de morte de o homem lhes proporciona, e impregna todo o seu ser, incluindo sua carne, com miríades de substâncias etéricas e astrais deletérias, que vão intoxicar o homem espiritual, gerando-lhe stresses, medos, angústias e depressões, de origens idiopáticas.

O homem acabou de sair de seu estágio anterior de desenvolvimento, o animal, e deve se livrar de todos os sentimentos primitivos relacionados a esse nível, bem como dirigir sua vontade para o aperfeiçoamento dos seus chakras superiores, desativando centros de força primitivos, que se encontram abaixo de muladhara. A carne animal, vem também acompanhada de resíduos astrais e até mentais grupais, dos seus antigos donos, matéria essa que reaviva sentimentos do estágio evolucional animal, que devemos esquecer, como a sexualidade descontrolada, a ira e o egoísmo, entre outros. Quanto mais próximo da individualização, ou seja quanto mais adiantado em seu desenvolvimento mental o animal, mais carregada de toxinas é a sua carne.

As plantas, integrantes do grupo evolucionário, situado justamente abaixo do animal, são desprovidas desses tipos de emoções deletérias complicadas, apesar de se expressarem embotadamente como entidades espiritualmente vivas e ativas. O vegetarianismo não causa sofrimento às plantas, uma vez que esse tipo de sensação, encontra-se ainda em estágio embrionário. O alimento vegetal é desprovido das cargas negativas e dos venenos da carne animal e, por isso mesmo, ajuda a equilibrar o organismo do homem, regulando-lhe os açúcares, a pressão, os lipídeos e as funções orgânicas.

Se o frater aspirante não se julga capaz de aderir integralmente ao vegetarianismo, em uma primeira etapa, opte por consumir peixes, pois são animais de nível evolutivo inferior, quando comparados aos mamíferos e às aves, sendo seus derivados menos danosos ao organismo. Numa etapa posterior, poderá passar ao vegetarianismo puro, sem a ingestão de derivados animais, de qualquer espécie. Mesmo o ovo e derivados do leite são contra-indicados, por conterem princípios de 'índole animal'.

Vários cientistas afirmam, incessantemente, que o homem é essencialmente onívoro e que a dieta carnívora é indispensável. Alguns desses pesquisadores fazem essas alegações por desinformação, outros por motivos econômicos, para não afetarem negativamente a cadeia econômica que vai desde o pecuarista até os grandes frigoríficos. O que se sabe é que a carne animal é perfeitamente substituível pela dieta vegetariana exclusiva, desde que adotada de maneira balanceada, a fim de suprir todas as necessidades proteicas, de eletrólitos, de vitaminas e demais substâncias essenciais, todas elas perfeitamentes encontradas nas plantas.

Não pense que adotando o vegetarianismo, o indivíduo se torna um ser de luz. Continua o mesmo, com todos os vícios e defeitos de personalidade, só que agora elimina um fator importante, que o atrapalhava na senda e que impedia, inclusive, o despertar de seus chakras. Vegetarianismo e evolução moral são coisas distintas e independentes e, para comprovar isso, resta saber que alguns magos malévolos são adeptos da dieta vegetal exclusiva, visando a potencialização de suas faculdades esotéricas, apesar de utilizá-las para fins destrutivos. Hitler era vegetariano.