Conscendendum


• O Eu Divino


Através das eras de repressão e de manipulação, o indivíduo terreno deixou de confiar em si mesmo. Passou a delegar, enganosamente, suas responsibilidades cármicas à outrem.

É comum ouvirmos as expressões: "se Deus quiser", "que Deus nos ajude", "em nome de Jesus", e assim por diante. É expressamente necessário que o frater da Conscendo saiba que somente nós podemos fazer algo por nós mesmos. Nenhuma personalidade ou influência externas são capazes de eximir-nos da mínima responsabilidade cármica.

Acima do grosseiro plano físico existem infinitos planos, de sutileza e felicidade progressivas e onde reside toda a sabedoria do Cosmos. Em um sutilíssimo nível, o Paranirvânico, ou Anupadaka, reside nossa Mônada, nosso corpo onissapiente, sentado ao lado do Pai, nosso querido Logos e seus nobres Ministros.

É dispensável a incansável procura externa, quando toda a sabedoria e poder encontram-se adormecidos em nosso interior. Temos de nos dedicar, durante toda a jornada, ao despertar de nossos sentidos Monádicos.

Nossa Mônada se encontra ainda em um estágio embrionário, adormecida pela carência de estímulos. A maneira de excitá-la e de receber sua influência é com o desenvolvimento da intuição, aliado às boas intenções e condutas.

O materialismo, o egocentrismo e todo o sentimento afeito ao mal, nos afastam da influência Monádica, bem como a falta de confiança pessoal.

Paremos de suplicar para que outros membros de nossa família espiritual façam o que cabe somente a nós. Nínguem virá para nos tornar pessoas iluminadas. Nínguém descerá das alturas para nos conceder o que não merecemos. Ninguém nos salvará, a não ser nós mesmos. Passemos à ação!

A prece é um dos instrumentos mais úteis para nos por em contato com nossos irmãos dos outros planos e realmente tem efeito em situações de desespero. Mas tem valor inferior à atitude daquele que faz, ao invés de pedir, à ação do que estuda a solução e se ajuda, ao invés de suplicar...

Levantemos nossas cabeças, valorosos fratres, se nos atacam, estudemos a defesa, se nos denigrem, tomemos conhecimento da maneira correta de proceder, se tentam invadir nossos lares, nos equipemos com aparatos de segurança...

Não estamos nos referindo à prece que transporta alento, conforto e cura ao frater necessitado, pois ela expressa amor puro e é um instrumento de ação eficaz, devendo ser praticada e exercitada ao máximo.

Ajamos primeiramente. A súplica só tem cabimento em casos desesperadores.

Outra triste constatação, da qual nos apercebemos, é que o homem terreno não está dando importância a individualidade, tão duramente conseguida, após incontáveis eras de evolução. Universo rico é o repleto de diversidade. Fazer parte de um rebanho de pensamentos e atos uniformes nos minimiza.

Não somos mais almas grupais e a individualidade é benfazeja, capacitando-nos a rejeitar situações grupais equivocadas, como as que a nossa sociedade vem adotando. Aos senhores da densidade, que nos governam, não interessa que desenvolvamos plenamente nossas qualidades individuais; a eles faz-se mister que nos tornemos parte de um ignóbil, estúpido e manso rebanho, cuja vida e labor seja destinada apenas para servir aos seus interesses materiais.

O conselho que damos é que desenvolvamos todas as nossas qualidades pessoais, utilizando todo o poder da nossa individualidade, ao nosso favor e do próximo, analizando e fujindo das atitudes negativas das massas, das falsas 'guerras justas', da sensualidade desvairada, dos modismos e vícios degradantes que a mídia nos impõe, do materialismo generalizado que impera entre nós, das mentiras e roubalheiras dos sacerdotes religiosos, que só visam o fruto do nosso labor, das seitas que incitam a violência, das religiões que burrificam, ao invés de esclarecer, e assim por diante.

Em um certo ponto da senda, o frater fortificará de tal forma a ligação com sua Mônada, que não precisará nem mesmo da Conscendo Sodalitas para fazer com que os véus de Ísis caiam. A intuição monádica o guiará, sempre para o caminho correto da razão.