Trabalho

Fim da escravidão terrena...

Trabalho

Na Terra do futuro se faz realmente verdade a máxima que diz: 'o trabalho dignifica'. Aqui trabalho significa altruísmo.

Toda a atividade laboral objetiva facilitar e acelerar a evolução espiritual própria e a do próximo.

Aqui não se vive para trabalhar e sim se trabalha para viver melhor. Viver melhor significa executar tarefas de caráter mais intelectual e espiritual, em desfavor das de cunho manual. Para se entender o pensamento dos habitantes do meu mundo feliz, nós concebemos que o universo é mental. Tudo que percebemos, em qualquer dos planos existenciais é produto de força mental. Mesmo no plano mais grosseiro da matéria, toda a criação humana é primeiramente pensada e depois concretizada. Sendo assim, o impulso laboral é direcionado na criação de novos aparatos do bem, ou no aperfeiçoamento dos já existentes. A concretização de tais idéias criativas fica a cargo de máquinas ou de autômatos semi-inteligentes.

Assim procedendo, ganha-se precioso tempo no desenvolvimento de novas tecnologias, uma vez que toda tarefa manual, como a produção de alimentos e dos demais produtos de subsistência, fica extritamente atribuída aos autômatos criados por nós.

Mesmo quando se pensa em construir um novo conjunto habitacional, ele primeiro é idealizado pelos engenheiros terráqueos, e seus planos, com os mínimos detalhes, são gravados em um pequeno cristal, de alta capacidade de armazenamento (o sucessor do chip de memória do passado). Esse cristal é colocado em uma central de comando que, por sua vez, ativa determinado número de autômatos que se encarregam do transporte da matéria prima (já disponibilizada previamente por outra série de autômatos) e que se dirigem, sem auxílio humano, em naves especiais, para o local determinado, onde passam, então, à fase de construção propriamente dita.

A mineração, a agricultura e toda a cadeia de produção dos bens de consumo ficam, portanto, a cargo desses autômatos multiformes. A participação humana não fica de toda dispensada nesses processos, uma vez que certas linhas de produção dependem de emanações exclusivamente nossas; citando como exemplo, as plantinhas, que nos servirão de alimento, tem de ser energizadas positivamente pelos 'agricultores mentais', para que cresçam saudáveis e atuem beneficamente no metabolismo físico e psíquico daqueles que as ingerirão.

Apesar disso, a maioria da população pratica a agricultura caseira e trabalhos manuais no lar, para manter o contato com os puros irmãozinhos do reino vegetal e também para exercitar a simplicidade.

Na diversidade do nosso povo evoluído, existem comunidades alternativas, onde tudo é feito manualmente por seus habitantes, desde a agricultura, até os ítens básicos. Eles dispensam a maioria das amenidades materiais, criadas por nossa avançada tecnologia. São os estóicos, que seguem a linha evolucional da simplicidade, como São Francisco de Assis.

O trabalho aqui não é escravizante como no passado. Nosso modo de vida permite que se dedique apenas três ou quatro horas diárias ao labor, sendo o restante do tempo gasto com estudos complementares, religião, música, meditação e lazer.